Vitória anunciada de Rúben Rodrigues

Rúben Rodrigues e Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) sagraram-se, este sábado, vencedores do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), ao baterem João Barros e Jorge Henriques (Skoda Fabia RS Rally2) por uma margem de 30.3s. Foi, em face do desempenho nas três jornadas anteriores, uma vitória anunciada do piloto da Auto Açoreana Racing, que dominou em toda a linha a prova albicastrense para voltar à liderança destacada do CPR, somando apenas triunfos nas três rondas pontuáveis.

João Barros, o principal opositor de Rúben, esteve em plano de destaque e bem acima da concorrência, mas a grande surpresa, em termos de mudanças ao nível dos primeiros lugares estava reservada para a power stage (último troço cronometrado). O jovem Diogo Marujo (Skoda Fabia RS Rally2) parecia estar prestes a estrear-se a subir ao pódio no CPR, dando mostras de uma evolução constante e segura mesmo quando pressionado, mas acabou por ser surpreendido por Ricardo Sousa, perdendo o terceiro lugar por quatro décimas de segundo. Dados os 8.2s de diferença para os derradeiros 9,07 km, tudo parecia decidido. Contudo, a verdade é que Ricardo Sousa (Citroen C3 Rally2) teve melhor sorte no seu segundo rali com um Rally2 – em Lisboa caiu do “top 10” devido a uma penalização ditada pela avaria na bomba de água do Skoda Fabia RS Rally2 – e decidiu arriscar… colhendo os frutos dessa ousadia.

O quinto lugar surgiu como o melhor que Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2) conseguiu, depois do furo na sexta-feira e do “pião” neste último dia, numa prova cujo resultado que esteve longe de corresponder às suas expetativas. Notória é a progressão do açoriano Henrique Moniz (Skoda Fabia Rally2 Evo), premiado com a sexta posição, destacado do algarvio Ricardo Filipe (Skoda Fabia R5).

O líder do CPR 2RM, João Rodrigues (Peugeot 208 Rally4), esteve irrepreensível e saiu de Castelo Branco ainda mais na frente do campeonato, depois de comandar os acontecimentos desde a segunda das 12 classificativas. Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4) merecia melhor sorte, pois quando dava sinais de ter o segundo lugar na mão… um problema mecânico (travões) ditou a desistência. Pelo caminho também ficou, no início deste segundo dia, Danny Carreira (Peugeot 208 Rally4), então terceiro classificado, igualmente por razões mecânicas. Enquanto isso, Pedro Silva (Lancia Ypsilon Rally4) foi, aos poucos, recuperando os lugares possíveis, chegando a segundo a duas classificativas do final. O duelo pelo último lugar do pódio teve como protagonistas Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4) e Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4), que entraram para o último troço separados por menos de sete segundos e a vantagem final pertenceu ao primeiro. Afonso Santos (Peugeot 208 Rally4) encerrou o “top 5”.

Segunda prova e segundo vencedor no FPAK Júnior Team, com Guilherme Nunes (Peugeot 208 Rally6) a conquistar um expressivo e “duro” triunfo, por 4.0s, num rali emocionante. Revelou-se o mais rápido em seis das 12 classificativas e o segundo lugar apenas se decidiu no cair do pano, ou seja, na derradeira classificativa, dada a diferença de dois segundos entre Mário Matias (Peugeot 208 Rally6) e Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally4). Levou a melhor Matias. Nessa altura já não estava em prova, devido a despiste, Leandro Costa (Peugeot 208 Rally6), o vencedor do Rally de Lisboa, que voltou a ser um dos grandes animadores na discussão dos lugares da frente até abandonar, a seis troços da meta. Gustavo Silva (Peugeot 208 Rally6) foi quarto, na frente de Coelho Lima (Lancia Ypsilon Rally6) e de Ricardo Soares (Peugeot 208 Rally6), que travaram um animado despique nos quatro troços finais.

A próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, quinta da temporada, será o Rali da Madeira, entre 30 de julho e 1 de agosto próximos.