Rúben Rodrigues soma quarta vitória do ano

A dupla Rúben Rodrigues/Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) venceu este sábado o Rali da Água Transibérico Eurocidades Chaves-Verin, somando o quarto triunfo no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e está cada vez mais embalado rumo ao título de campeão quando restam ainda três jornada para o final da época. A superioridade do piloto açoriano nesta quinta prova do ano, na região de Trás-os-Montes, foi notória e os percalços dos seus principais adversários também ajudaram a dilatar a sua vantagem na tabela classificativa do CPR.

“Nesta fase do ano já estou 100 por cento sincronizado com o carro a todos os níveis, podendo atacar ou defender-me quando necessário. Há uma excelente relação de confiança. De resto, lido muito bem com a pressão e hoje procurei marcar o ritmo desde o início, guardando sempre uma margem de segurança. Se o Rafael [Rego] forçasse até ao fim? Estou a lutar pelo título e, portanto, nessas circunstâncias preferia, sem sombra de dúvida, ser segundo do que sair sem pontos do Rali da Água. Isto não é o tudo ou nada, há que pensar no campeonato!”, confessou, no final, o vencedor.

A segunda etapa da prova transmontana não foi muito diferente da primeira, a nível de incidências, já que quando o jovem Rafael Rego (Toyota GR Yaris Rally2) começava a pressionar o líder Rúben Rodrigues e a diferença entre ambos caía para 1.4s, aquele último furava, cedendo 3 minutos. A partir daí, o piloto da Auto Açoreana Racing apenas teria que manter o seu ritmo até final e não cometer erros, face à distância confortável que o separava de Ricardo Teodósio. Em simultâneo, João Barros, que vinha a fazer um rali em bom nível (era quarto classificado) teve uma ligeira saída de estrada, na sequência da qual danificou o radiador do Skoda Fabia RS Rally2, sendo forçado a desistir. Pelo caminho, e logo no troço de abertura do dia, também já ficara Paulo Neto (Skoda Fabia RS Rally2), devido a problemas mecânicos.

Com os dois primeiros lugares praticamente definidos, restou seguir a disputa de segundos entre o terceiro, Guilherme Meireles (Skoda Fabia Rally2 Evo), cuja evolução prossegue em excelente ritmo, e os quarto e quinto classificados, respetivamente José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon Rally2) e Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2), que na super-especial do dia anterior cedera 30 minutos ao ficar com a caixa de velocidades encravada. Se Guilherme tinha como objetivo defender o último lugar no pódio, o seu tio Pedro procuraria chegar-se a Fontes. “Mesmo sem o furo de ontem, não tínhamos carro para andar mais rápido, ao contrário do dia de hoje. Fica a aprendizagem que levamos daqui em relação ao carro”, sublinhava o piloto do Lancia Ypsilon Rally2. Contudo, o “top 5” manteve-se e depois do percalço sofrido na noite de sábado, quando ficou atolado numa rotunda da super-especial, perdendo 2 minutos, Pedro Almeida (Toyota GR Yaris Rally2) teve a magra consolação de ter concluído o rali em sexto.

Nas duas rodas motrizes (2RM), João Rodrigues (Peugeot 208 Rally4) assinou outra exibição “de luxo”, ao liderar da primeira à última classificativa, tal como já sucedera na prova anterior [Rali Madeira]. A discussão do segundo lugar teve outra história, sobretudo a partir do momento em que Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4) capotou no primeiro troço do dia, quando procurava consolidar a sua posição. Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4) e Pedro Silva (Lancia Ypsilon Rally4) discutiram segundo a segundo até o ucraniano, na antepenúltima “especial”, ser forçado a desistir, devido a uma saída de estrada. Contudo, tanto o terceiro como o quinto lugar estavam presos por escassas diferenças, entre Luís Caetano (Renault Clio Rally5) e Nuno Coelho (Peugeot 208 Rally4) e Afonso Santos (Peugeot 208 Rally4) e Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4). No último troço, Caetano segurou a terceira posição, tal como Coelho a quarta e Cardeira subiu um lugar (foi quinto), por troca com Santos.

Mário Matias (Peugeot 208 Rally6) estreou-se a vencer no FPAK Júnior Team, depois de primar pela regularidade, assumindo o comando, que não mais largaria, quando, a quatro troços do final, Guilherme Nunes (Peugeot 208 Rally6) furou, perdendo mais de 7 minutos e caiu para terceiro. Nessa altura já Ricardo Soares (Peugeot 208 Rally6) abandonara, por avaria. Leandro Costa (Peugeot 208 Rally4) andou sempre nos lugares do pódio e o segundo lugar final premiou o seu andamento, enquanto Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6) saiu de estrada na oitava das dez “especiais”. José Coelho Lima (Lancia Ypsilon Rally6), que regressou em super-rali, fechou a tabela classificativa.

A próxima jornada do Campeonato de Portugal de Ralis, e sexta das oito pontuáveis, será o Rally Casinos do Algarve, a 2 e 3 de outubro próximo.